Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

De Setúbal à escola

 Setúbal, uma cidade de gente humilde e antigamente dedicada à pesca, vê nas suas margens um rio e uma serra que abraçam a cidade e que lhe conferem um esplendor raro em Portugal. Este abraço terno proporciona tanto aos populares como as visitantes um local de lazer e de beleza auxiliados pela fauna e flora que distinguem o nosso rio de outros do país e do mundo, tendo esta zona duas reservas naturais: A reserva e estuário do Rio Sado e a Reserva natural da Arrábida. É uma cidade de gente habituada ao trabalho, que se dedicava maioritariamente á pesca e indústria conserveira, actualmente fechadas e ao abandono.

A grande onda migratória, que trouxe do Alentejo para a cidade muitas pessoas, provocou um aumento exponencial na população setubalens aumentando inúmeras crises socio-económicas.

Setúbal atravessa uma crise de descaracterização virando as costas à serra e ao rio Sado. Neste momento começamos a observar uma mudança de mentalidade e de posições, mesmo que muito relativa e pouco significativa, tentando encontrar na cidade potênciais riquezas e motivos de inovação, criando alternativas viáveis que cativem as pessoas e o turismo para a serra e para o rio, unindo a cidade e a sua riqueza cultural aos factores naturais que a realçam no panorama nacional, embora toda esta vontade seja ainda muito pouco visível e um pouco ‘adormecida’. Muito deste adormecimento tem uma causa comum entre a população – o receio. O receio que as suas vidas não melhorem ou fiquem comprometidas, tendo esta mentalidade vindo a fazer com que os investimentos de privados não sejam uma realidade.

Ainda em relação à nossa escola, è de referir que se encontra no bairro da Camarinha, que foi criado nos anos 80 aquando das emigrações para a cidade e destinava-se principalmente aos operários fabris e às suas famílias. A densidade populacional é grande e não existem espaços vocacionados para o recreio colectivo. Grande parte da população é de um nível socio-económico baixo o que provoca a marginalidade e tráfego de droga, motivo pela qual, muitas vezes, o bairro é conhecido. No entanto a nossa escola tem vindo a reunir esforços para que essa situação não afecte os alunos, trabalhando diária e arduamente para evitar situações desagradáveis. Como todas as escolas públicas tem os seus problemas, mas é de realçar positivamente o enorme esforço de todo o corpo escolar para que se possa manter uma escola harmoniosa.

InovarsPorto de Setúbal: Doca das Fontaínhas

 

Publicado por ferlede às 18:28
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